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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
“This is not a goodbye, my darling, this is a thank you. Thank you for coming into my life and giving me joy, thank you for loving me and receiving my love in return. Thank you for the memories I will cherish forever. But most of all, thank you for showing me that there will come a time when I can eventually let you go.
I love you, T.”
Message in a Bottle
domingo, 26 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
domingo, 14 de setembro de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Haja tempo
"O Tempo Vale Muito Mais do que o Dinheiro"
"Perder tempo não é como gastar dinheiro. Se o tempo fosse dinheiro, o dinheiro seria tempo.
Não é. O tempo vale muito mais do que o dinheiro. Quando morremos, acaba-se o tempo que tivemos. Quando morremos, o que mais subsiste e insiste é a quantidade de coisas que continuam a existir, apesar de nós.
O nosso tempo de vida é a nossa única fortuna. Temos o tempo que temos. Depois de ter acabado o nosso tempo, não conseguimos comprar mais. Quando morreu o meu pai, foi-se com ele todo o tempo que ele tinha para passar connosco. As coisas dele ficaram para trás. Sobreviveram. Eram objectos. Alguns tinham valor por fazer lembrar o tempo que passaram com ele - a régua de arquitecto naval, os relógios - quando ele tinha tempo.
As pessoas dizem «time is money» para apressar quem trabalha. A única maneira de comprar tempo é de precisar de menos dinheiro para viver, para poder passar menos tempo a ganhá-lo. E ficar com mais tempo para trabalhar no que dá mais gosto e para ter o luxo indispensável de poder perder tempo, a fazer ninharias e a ser-se indolente.
A ideologia dominante de aproveitar bem o tempo impede-nos de perder esses tempos. Quando penso no meu pai, todas as minhas saudades são de momentos que perdi com ele. Uma noite, numa cabana no Canadá, confessou-me que o único filme de que gostava era «Um Peixe Chamado Wanda». Todos os outros eram uma perda de tempo. Perdemos a noite inteira a falarmos e a rirmo-nos disso. Ainda hoje tem graça."
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público'
sexta-feira, 21 de março de 2014
Dia Mundial da Poesia
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema IX"
Fernando Pessoa
segunda-feira, 3 de março de 2014
Um dia vou conseguir dizer isto sem me embrulhar
Then nearly fourteen billion years ago expansion started. Wait...
The Earth began to cool
The autotrophs began to drool
Neanderthals developed tools
We built a wall (we built the pyramids)
Math, science, history, unraveling the mystery
That all started with the big bang!"
Só a primeira parte...
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
"Nothing in life is to be feared, it is only to be understood..."
Marie Curie
Se há coisa que me recordo dos tempos de garota, foi da minha avó paterna me ter oferecido um dos meus primeiros livros de "gente crescida", no alto dos meus 5 anos de idade. Lembro-me que não sabia ler muito bem mas folheava-o, de alto abaixo, com uma felicidade doida. Ainda hoje, se fechar os olhos, consigo visualizar cada uma das suas páginas e, ainda hoje, consigo contar a sua história. "O Valor da Aprendizagem: A História de Marie Curie". É engraçado como as coisas simples acabam por nos marcar para a vida inteira. Recebi mais 3 volumes, mas este é que me enchia o coração e este é que tinha de estar sempre à mão de semear. O que é certo é que fui sempre crescendo com esta referência. E, o que é certo, é que acabei por citá-la nas primeiras páginas da minha tese de mestrado, "Nothing in life is to be feared, it is only to be understood...". Não podia fazer mais sentido. E, nas alturas em que estou, literalmente, borrada de medo, é só esta frase que me vem à cabeça. O medo é inerente ao desconhecido, é inerente à mudança. É inerente a tudo aquilo que não se entende. Não dá para evitar. Valha-me a vontade de ir mais longe e a vontade de aprender ser mais forte do que qualquer outra coisa. Aí tudo se aprende. O medo desvanece. Agora é altura de mudança. Cá dentro guardo tudo aquilo que aprendi nesta última jornada e ficam, no coração, as risadas de ir às lágrimas e as pessoas que tanto me ajudaram, que tanto me estimaram e que tanto me disseram coisas que nunca pensei merecer ouvir. Agora, é altura de me seguir e brace myself 'cause the change is coming!
"...Now is the time to understand more, so that we may fear less"
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domingo, 29 de dezembro de 2013
" 'Xôdá' dess nha terra..."
"Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas de quem amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. (...) E a felicidade. A felicidade faz-nos sentir pena e culpa de não a podermos participar. É por estarmos de uma forma ou de outra sozinhos que a saudade é maior."
Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume"
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Deitar tarde e cedo erguer...
"Durmo. Se sonho, ao despertar não sei"
"Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar."
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
terça-feira, 12 de novembro de 2013
When you're smiling
The whole world smiles with you.
Yes, when you're laughing, when you're laughing,
The sun comes shining through.
But when you're crying, you bring on the rain,
So stop your sighing baby and be happy again.
Yes and keep on smiling, keep on smiling,
And the whole world smiles with you.
That's it!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Tempos revoltos
Quando assim é, parece que cada acontecimento positivo é acompanhado por uma carga de episódios negativos. É incrível como têm o dom de surgir uns atrás dos outros. Por muito que se contrarie, quando têm de acontecer acontecem. Ora é trabalho, ora é faculdade, ora são doenças, ora são falecimentos. Surge de tudo. E aí, mais vale aceitar e entrar no "sim senhora, venham eles", do que remar contra a maré. Perde-se a força. Não se sabe para onde é que se há-de virar, o que fazer, ou o que dizer. Por muito boa disposição e por muito optimismo que se tenha, começa a não ser suficiente. É aqui que entra a maturidade e a experiência de vida, para evitar que a desmotivação leve a melhor e que haja um baixar de braços repentino. Contudo, quando assim não é, a fuga mais fácil acaba por ser o silêncio. Sobrevive-se mais do que se vive. Não há grande vontade para nada e o que fica acaba por ser a obrigação que a rotina diária sempre leva avante. E deixa de se querer, ou conseguir, explicar seja o que for, porque já não há forma de o fazer. Começa a aplicar-se o "vai-se indo", expressão que parece que em tudo alivia, tanto para quem diz, como para quem ouve. Enquanto se está no "vai-se indo" ainda não se está no "tudo mal". Mas é uma forma de se dar a entender que qualquer atitude diferente, que cada brincadeira menos sentida e que cada sorriso menos genuíno, se deve a isso mesmo. Porém, é quando já se ultrapassou a fase de rir para não chorar que parece que a vida começa a dar uma volta. Lamentações só mesmo no Muro. Não adiantam. É depois disso que o disco muda e que pequenas coisas vão acontecendo. Se calhar sempre estiveram lá, mas quando a luz se fecha, os olhos nada querem ver. Há-que esperar um tempo para se habituarem e começarem a percepcionar os contornos das coisas. Aí decide-se estender a mão, apalpar o terreno e começar a andar para a frente. Inicia-se a saga de enfrentar cada obstáculo que se meteu à frente, desde o mais pequeno até ao maior. E, devagar, se vai percorrendo a escuridão. É um processo. Leva o tempo que tem de levar. E é neste caminho que todas as pessoas que estão lá para acender um fósforo, por mais pequeno que seja, são importantes. E, muitas vezes, é tão difícil de lhes agradecer e de lhes explicar o quão importante foi esse gesto. Enquanto se está ocupado em continuar e em não fechar os olhos, o coração vai agradecendo em silêncio por toda a compreensão. E acredito que no final não haja sentimento maior do que o de gratidão. Até lá resta aproveitar cada raio de luz.
(Em Des'acordo ortográfico)
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Onde andam vocês?
"Dias bons"
"Os dias bons são os dias em que se acorda, tendo dormido oito, nove ou, melhor ainda, dez horas e, reflectindo naquela ronha de quem já não consegue dormir mais mas gosta de ficar na cama (porque a temperatura e a companhia são perfeitas), se lembra que não tem nada para fazer, senão tomar o pequeno-almoço, o almoço, o chá e o jantar. E, se quiser, entretanto, nalgum intervalo qualquer, trabalhar, tanto melhor. Mas não importa. Dias de domingos antigos: dias de prazer sem saber.
Os dias bons nunca acontecem. Acontecem, quando muito, cinco ou dez mil vezes numa vida. Três míseros anos já têm mais de mil. Domingo, daqui a uma semana, terei a sorte nunca tida de estar casado e feliz com a Maria João há 12 anos. Doze anos cheios de dias bons, impossíveis de contar.
O amor, para quem é mais novo e não sabe como fazer, não é uma técnica ou uma táctica. Não há segredo. Não há lições. Ou se ama ou não se ama. Ou se é também amado ou não se é. Esperar é o melhor conselho. Experimentar é o pior. O segredo não é ter paciência: é conseguir manter a impaciência num estado de excelsitude. É como o «nunca mais é domingo». Se não sentirmos, todos os dias, que nunca mais é domingo, quando chegar o domingo parecer-se-á com outro dia qualquer.
Os dias bons não são os que ficam para lembrança. São aqueles que se esquecem, porque se repetem na mais estúpida felicidade mas que, todos juntos, servirão para um dia eu poder dizer «sim, eu já fui feliz»".
Miguel Esteves Cardoso, in "Jornal Público".
Ahhhh... Venham eles!
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Body Combat - as 13 regras divinas
Regra número 1
- Aquecer.
Regra número 2
- Não cumprindo a regra número 1, começar devagar.
Regra número 3
- Não aumentar a intensidade quando há possibilidade de não o fazer.
Regra número 4
- Não desprezar a regra número 3 se a última vez que se fez exercício foi para aí em 1927.
Regra número 5
- Desprezando a regra número 3 e 4, não treinar como se se tratasse de um recrutamento-para-o-alistamento-nos-Marines.
(E não adianta fazer um olhar do demo à pessoa que nos convenceu a ir, já que a opção de treinar como se não houvesse amanhã foi nossa).
(E não adianta fazer um olhar do demo à pessoa que nos convenceu a ir, já que a opção de treinar como se não houvesse amanhã foi nossa).
Regra número 6
- Já que se desprezou a regra número 3, 4 e 5, fazer alongamentos à homem e não pensar "sou rija, isto já está mais que alongado".
Regra número 7
- Desprezando a regra número 3, 4, 5 e 6, sair do ginásio e ir à farmácia mais próxima abastecer o stock caseiro de Momen Gel e Thrombocid.
Regra número 8
- Ouvir as palavras sábias de quem diz "amanhã não te levantarás".
Regra número 9
- Desprezando a regra número 8, proteger os dentes na manhã seguinte porque o mais provável é espetá-los, certeiramente, na parede mais próxima ao tentar levantar.
Regra número 10
- Já que se desprezou a regra número 7, mas havendo algum resto de pomada para as dores musculares, besuntar como se de creme de baunilha e côco se tratasse.
Regra número 11
- Dar 500 chibatadas nas costas por mau comportamento. Depois disso, pedir massagens à cara metade ou a quem se meter a jeito.
Regra número 12
- Viver com o facto de que, nos próximos dias, o andar vai ser de quem andou a ser abalroado por um camião Tir. Não vale evitar escadas.
Regra número 13
- Agradecer à pessoa que nos convenceu a ir, porque mesmo assim não podia ter sido melhor.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Há dias assim...
"O Peso Bruto da Irritação"
"(...)
Passamos mais tempo e gastamos mais coração a sermos irritados do que em qualquer outro estado de espírito.
Apaixonamo-nos uma vez na vida, odiamos duas, sofremos três, mas somos irritados pelo menos vinte vezes por dia. Mais que o divórcio, mais que o despedimento, mais que ser traído por um amigo, a irritação é a principal causa de «stress» — e logo de mortalidade — da nossa existência.
É a torneira que pinga e o colega que funga, a criança que bate com o garfinho no rebordo do prato, a empregada que se esquece sempre de comprar maionese, a namorada que não enche o tabuleiro de gelo, o namorado que se esquece de tapar a pasta dentrífica, a nossa própria incompetência ao tentar programar o vídeo, o homem que mete um conto de gasolina e pede para verificar a pressão dos pneus, a mania de pôr o pacotinho vazio de açúcar debaixo da chávena de café, a esferográfica de Mário Crespo... (...)
É nos engarrafamentos, na bicha do supermercado ou do multibanco, no cinema atrás do cabeçudo que não nos deixa ver, no autocarro cheio de gente, que somos diariamente irritados. Há-de reparar-se que as pessoas que mais nos irritam são as que estão à nossa frente. São estas as pessoas que demoram, que levam horas a tirar o porta-moedas para pagar o táxi, que insistem em passar um cheque para comprar um quilo de cebolas e uma embalagem de Super-Pop, que se mexem na cadeira e desembrulham rebuçados durante a cena mais dramática do filme, que têm um tempo de reacção ao semáforo verde de aproximadamente 360 segundos, que pagam as contas da água, da luz e do telefone ao Multibanco, que se esquecem de tomar banho antes de usar um transporte público e depois insistem em esfregar-se contra quem tomou".
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
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